Economia Verde é um alicerce e prioridade do Granja Marileusa

Por Granja Marileusa

10 novembro 2022 - 12:27


área verde granja marileusa

Por Edina Franco Gouveia,
Engenheira, presidente da AME e diretora de operações do Granja Marileusa

 

Enquanto assistia a uma reportagem sobre economia verde, veiculada no Jornal da Cultura, ficou ainda mais claro para mim que o trabalho iniciado com o Granja Marileusa em Uberlândia, há 9 anos, era sim, visionário. Quando aceitei vir trabalhar aqui não foi a proposta de atuar apenas em um loteamento urbano na Zona Leste de Uberlândia que me moveu, mas a proposta inédita para a época – e ainda única nesse 2022 – de um bairro planejado, no qual a integração da comunidade com o meio ambiente e a sustentabilidade em que estamos inseridos era prioridade.

E segue sendo prioridade. Somos um micro polo tecnológico já reconhecido na cidade e região, mas aqui a tecnologia e inovação sempre esteve de mãos dadas com sustentabilidade porque a qualidade de vida que queremos para os moradores e trabalhadores do Granja Marileusa passa por aí, onde a valorização vai além do financeiro.

Enquanto temos profissionais pensando em empreendimentos com carregadores para carros elétricos, engenheiros pensando na extensão das ciclovias, arquitetos e urbanistas pensando em como tornar o design mais atrativo para a convivência nas áreas comuns do bairro, temos também um consultor especializado em políticas públicas e gestão ambiental.

O Bruno Del Grossi Michelotto é o responsável pelo levantamento de toda a fauna e flora e demais aspectos ambientais do bairro e viaja por todo o país por conta do conhecimento e expertise na área. Foi com ele que entendemos melhor como essa região é rica e única. E com este trabalho, ele nos trouxe a questão da altimetria. Dependendo da época do ano, dois, três graus a menos na temperatura faz muita diferença. Bruno explicou que por aqui temos cotas altimétricas próximas aos mil metros de altitude, ao contrário da baixada do Rio Uberabinha, por exemplo, onde pode chegar a 700, 750 metros de altitude.
O que isso significa? Um clima diferenciado em nosso bairro. É sabido que essa região nas proximidades do aeroporto, é mais fresca e mais fria. Por que? Exatamente por estar localizada numa cota altimétrica mais elevada, e nos limites da mancha urbana da cidade.

Tem outro ponto interessante: a drenagem. Estamos na Bacia do Córrego Perpétua, que à semelhança do Terra Branca do Marimbondo, do São José, do Buritis, são afluentes diretos do Rio Araguari. Além de o bairro estar geograficamente localizado numa zona de fronteira do perímetro urbano – em contato direto com a zona rural, esses afluentes permitem uma conexão direta com o grande corredor ecológico que é o vale do Rio Araguari.

A drenagem também reflete um importante aspecto da paisagem do bairro. Enquanto no alto curso dos canais predominam os relevos tabulares e planos tão característicos da região do Triângulo Mineiro, no médio e baixo curso predominam relevos mais dissecados e de maior inclinação. É justamente devido a essa condicionante geológica e geomorfológica que restaram preservados importantes fragmentos de vegetação, tal como aqueles observados na bacia hidrográfica do córrego Perpétua. Essas manchas de vegetação são atrativos para fauna como local de abrigo de reprodução e de alimentação.

A cada conversa com o geógrafo Bruno, mais possibilidades vislumbramos e mais assuntos teremos para tratar por aqui sobre a riqueza da biodiversidade do Granja Marileusa.

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